Ir para conteúdo principal
Logotipo
CLIMA HOJE:
Min -- Máx --
SIGA-NOS:
Conteúdo Principal

A história de Poço das Antas possui registros desde o surgimento do homem no Rio Grande do Sul. As cerâmicas encontradas em algumas propriedades denotam a presença de tribos indígenas no Município, o que comprova a presença de habitantes ainda antes da chegada dos imigrantes.

Ainda antes de virem os alemães, no século XIX, Poço das Antas foi parte de uma sesmaria chamada Sesmaria Dona Joana, fazendo referência à Dona Joana Candida da Silva, que era proprietária da maior parte das terras. Pela metade do mesmo século as terras foram negociadas, sendo dono delas o Barão de Jacui, que veio a falecer alguns anos depois. Apesar dos vínculos, Dona Joana ou o Barão não foram os precursores de Poço das Antas, sendo pouco provável que tenham morado no lugar ou o colonizado, mas sim, no máximo, passado por ali.

“Após uma demorada e dramática viagem de 50 dias, iniciada no Rio de Janeiro do bergantim “10 de Maio”, chegaram a São Leopoldo no dia 10 de maio de 1829, os 4 irmãos imigrantes João Carlos Ely, João Nicolau Ely, João Pedro Ely e João Ely. Eram filhos de Jacob Ely e Getrudes Ely, nascida Hoffmann. Tinha nascido em Hombaechel, Bauholder, Alemanha”. Esse trecho do livro de Knob remete ao fato de que os primeiros colonizadores alemães do Município de Poço das Antas tenham vindo dessas terras.

O cenário começa a mudar com a constituição da Sociedade Jacob Ely & Weber, em 14 de novembro de 1878. A partir deste ato inicia a compra de terras, como as do Barão de Jacuí, da qual fazia parte o território o atual município de Poço das Antas. Logo depois das compras, mais precisamente em 14 de dezembro de 1878, saia publicidade no periódico “Deutsche Zeitung” notificando interessados em comprar terras em Picada Dupla (Doppel-Pikade), hoje Poço das Antas.

Poço das Antas pertenceu aos municípios de Porto Alegre, Triunfo e Montenegro. Quando Salvador do Sul se emancipou de Montenegro, em 1962, Poço das Antas foi incluído na área emancipada.

Em 10 de abril de 1988 ocorreu o plebiscito que manifestou a vontade do povo pela emancipação de Poço das Antas, sendo que de 917 eleitores que compareceram, 820 votaram pela emancipação, 86 contra, 6 nulos e 5 brancos. Sendo assim, em 12 de maio de 1988, através da Lei nº 8.630, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul declarou a criação do Município de Poço das Antas.

Já emancipado, o território de Poço das Antas cresceu, pois Boa Vista, então pertencente a Barão, optou, de modo plebiscitário, fazer parte do Município. O pleito realizado em 10 de novembro de 1991, teve 310 eleitores, dos quais, 281 foram favoráveis, 26 contrários, havendo ainda dois votos nulos e um branco. Assim, Boa Vista, em definitivo, passou a pertencer a Poço das Antas.

A respeito da origem do nome do Município, dizem os registros que: “no tempo da vinda dos pioneiros a Poço das Antas, abundavam a região as antas. Onde hoje se situa a represa, e que, outrora, tinha a forma de um grande poço, era o reduto onde se reuniam as antas para se banharem. Daí o nome de Poço das Antas”.

 

FONTES:

Obra: Poço das Antas – Primeiro Lugar no Ranking de Alfabetização (1998)
Autores: Frei Pedro Knob, OFM e Darcísio Knob

 Obra: Postande - Eine unglaubliche Liebe (2018)
Autor: Alex Steffen

Conteúdo Rodapé